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Conferência nas Comemorações dos 500 Anos do Foral de Cabeceiras de Basto

Comemorações terão como ponto alto o dia 5 de outubro de 2014

11 de junho de 2013
Conferência marca início das Comemorações dos 500 Anos do Foral de Cabeceiras de Basto
A conferência ‘500 Anos do Foral de Cabeceiras de Basto: História e Memória’, proferida pelo Professor Doutor Luís Vaz, assinalou ontem, dia 10 de junho, o início das Comemorações dos 500 Anos do Foral de Cabeceiras de Basto.
Trata-se de uma iniciativa que terá como ponto alto o dia 5 de outubro de 2014, data em que se celebra a passagem de cinco séculos da atribuição do foral a esta terra de Basto, pelas mãos de D. Manuel I, Rei de Portugal e do Algarve, conferindo-lhe um estatuto próprio de unidade territorial e de afirmação como povo e comunidade autónoma, com as suas tradições, os seus costumes e laços instituídos, que hoje ostentamos e que moldam a gente que somos, realçou na oportunidade o presidente da Câmara Municipal, Eng.º Joaquim Barreto.

“Celebrar condignamente os 500 anos do Foral de Cabeceiras de Basto, é um ato de cultura, que honra o nosso concelho e vai orgulhar certamente, todos os cabeceirenses que se revêem na ancestralidade e na riqueza da nossa história”, referiu também o autarca para quem a atribuição do Foral é dos “factos históricos de maior importância e significado para Cabeceiras de Basto e que todos devem conhecer e entender”.

Por esse motivo, a Câmara Municipal decidiu na última reunião do executivo, realizada a 16 de maio, proceder à constituição de uma Comissão organizadora dos 500 Anos do Foral de Cabeceiras de Basto, de que fazem parte os Presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal, o Vereador da Cultura, o Professor Doutor Luís Vaz, o Dr. Manuel Gonçalves, a Drª Fátima Oliveira e a Dr.ª Alzira Barreto. A esta Comissão Organizadora, que tomou ontem posse, cabe a elaboração de um programa que se pretende concelhio, abrangente e aglutinador de todos os cabeceirenses, através da promoção de um conjunto de ações capazes de informar e envolver a população em torno do Foral e da importância da sua atribuição.

O edil cabeceirense desafiou todos – população, associações e entidades – a envolverem-se neste projeto comemorativo de grande importância para o concelho que nos ajudará certamente a conhecer melhor o passado, a compreender o presente e a projetar o futuro.

O autarca, apresentou ainda o percurso de vida do orador convidado - o Cabeceirense Professor Doutor Luís Vaz - que manteve sempre uma forte ligação à sua terra natal e que, tal como o Presidente da Câmara, entende que qualquer povo deve conhecer a sua história, nomeadamente as crianças e jovens, pois caso contrário, “quem não conhece o passado não está preparado para enfrentar o futuro”.

No uso da palavra, o orador referiu que foi por acaso que se ‘cruzou’ com o Foral de Cabeceiras de Basto e foi sobre ele que decidiu debruçar-se, investigando e tornado-o ‘acessível’ a todos, originando assim, a publicação do seu primeiro livro intitulado ‘O Foral de Cabeceiras de Basto – subsídios para a história do concelho’. Disse ainda, que com a atribuição dos forais foi possível uniformizar procedimentos, confirmar as delimitações territoriais e simultaneamente aplicar taxas, numa época de plena expansão ultramarina que era necessário custear.

O convidado Luís Vaz, realçou ainda um conjunto de normas com providência e reminiscência no quotidiano dos nossos antepassados. Ainda que haja dúvidas sobre a total aplicação dos Forais, o de Cabeceiras de Basto tinha algumas particularidades, entre as quais, a aplicação de coimas por causa da disputa de terras e de águas e a referência a práticas que perduraram no tempo e que ainda há poucas décadas atrás eram usuais.

Após dissertação em torno deste importante documento, o orador realçou o facto de, “a partir da história local se ganhar uma consciência coletiva que nos permite, enquanto cidadãos, ser ‘arquitetos’ de projetos solidários e de participação no desenvolvimento do nosso concelho”. Considerou também, que a justiça social, a solidariedade, a consciência individual e coletiva e os projetos, devem fazer parte da nossa matriz concelhia.

Autor de 14 obras, Luís Vaz, fez ainda uma incursão sobre o trabalho de investigação que vem desenvolvendo sobre diversos períodos da história, chamando igualmente a atenção para a importância do 25 de abril e as suas conquistas, nomeadamente no que ao poder local diz respeito, que considerou ser vital e o grande impulsionador do desenvolvimento dos territórios. “A história global só é compreensível se partir do conhecimento da história local”, referiu, realçando também a importância da democracia enquanto regime dominante, que deve ser valorizado e defendido.

Coube ao Dr. Serafim China Pereira, Presidente da Assembleia Municipal, encerrar esta primeira iniciativa integrada no programa comemorativo dos 500 Anos do Foral de Cabeceiras de Basto (1514.2014), que ontem teve início e que se prolongará até ao dia 5 de outubro de 2014, com a promoção de um conjunto diversificado de ações tendo em vista divulgar este importante documento que marcou indelevelmente a história local e sobre o qual as gerações atuais e as vindouras devem ser conhecedoras.
 

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