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Festa da Orelheira e do Fumeiro

De 8 a 11 de fevereiro em Cabeceiras de Basto

5 de fevereiro de 2013
Festa da Orelheira e do Fumeiro
Abre ao público na próxima sexta-feira, dia 8 de fevereiro de 2013, pelas 16h30m, a 17ª edição da Festa da Orelheira e do Fumeiro de Cabeceiras de Basto. Uma iniciativa organizada pela Câmara Municipal e pela Emunibasto, que conta com a presença de 77 produtores/expositores, sendo a sua maioria provenientes deste concelho, mas também de Montalegre, Boticas, Vieira do Minho e Amarante, que desta forma contribuem para potenciar e promover os produtos genuínos da terra, permitindo dar continuidade a uma estratégia de apoio à agricultura tradicional e, simultaneamente, à dinamização sócio-económica e cultural do concelho.
A 17ª edição da Festa da Orelheira e do Fumeiro, que decorre no Pavilhão Desportivo de Cabeceiras de Basto, durante quatro dias, espera comercializar cerca de 26.000kg de fumeiro, atingir um volume de negócios na ordem dos 220.000,00 € e atrair cerca de 75 mil visitantes ao certame.

Assim, além da exposição/venda no espaço da feira, está também instalada uma tasquinha devidamente equipada para promover a gastronomia local confecionada à base de orelheira e de fumeiro, acompanhada pela broa, pelos doces, pelos vinhos verdes da região de Basto, entre outros produtos locais de grande qualidade. Dos 77 participantes, 11 são expositores de artesanato, tais como a lã, as alfaias agrícolas, o linho, entre outros artigos manufacturados, 13 são expositores de produtos como o vinho, o mel, as compotas e os doces regionais a que se associam 5 instituições concelhias ligadas ao desenvolvimento rural e 2 produtores agrícolas.

Trata-se por isso, de uma mostra de produtos de qualidade reveladores dos saberes e dos sabores daqueles que persistem na sua ligação à terra. Este evento com dimensão regional, cujo programa foi hoje apresentado à comunicação social, tem como principais objectivos promover o desenvolvimento local e regional; criar sinergias entre produtores do concelho e novos atores sociais; dinamizar a economia do concelho; criar novas oportunidades laborais e fomentar o desenvolvimento deste território e o bem estar da sua gente, mantendo a identidade rural desta terra, marca que segundo o Presidente da Câmara Municipal, Engº Joaquim Barreto, “queremos aprofundar, valorizar e divulgar”.

Para o autarca, associado à ruralidade, assente num legado patrimonial que urge defender, e promover, está a hospitalidade das gentes desta terra localizada entre o Minho e Trás-os-Montes e por isso, com especificidades únicas. A diversidade, o território, o micro-clima, a componente social, os usos e costumes e as tradições, imprimem dinâmicas sócio-económicas e culturais que a organização deste tipo de eventos pretende potenciar, no âmbito de estratégias definidas pelo Município Cabeceirense que incidem numa ação diversificada e envolvente, que agrega vários agentes locais, tais como Câmara, Emunibasto, associações e agricultores, de modo a criar riqueza, emprego e reforço da economia doméstica.

O incentivo à criação de raças autóctones como é o caso do porco bísaro (tradicional nesta região, criado em espaço livre, entre as serras da Cabreira e do Barroso que garante uma carne macia e saborosa, que por tradição e qualidade é totalmente aproveitada) e à produção artesanal do fumeiro, contribui igualmente para salvaguardar todo este património gastronómico, que associado ao artesanato e à riqueza do mundo rural, pode simultaneamente representar novas e empreendedoras oportunidades laborais sobretudo para uma camada mais jovem da população que paulatinamente tem vindo a aderir a este projeto, com a criação de micro-empresas ligadas ao sector e a criação de cozinhas regionais, com produção de culturas tradicionais, mas também com a produção de culturas emergentes que aqui encontram condições propícias ao desenvolvimento, como são as ervas aromáticas, a fisális e também frutos vermelhos.

A importância deste certame, resulta por isso, de um relevante trabalho que Cabeceiras de Basto vem desenvolvendo há mais de uma década, apresentando-se muitas vezes a Câmara Municipal, como pioneira na dinamização de iniciativas capazes de fixar as gentes à terra, perseguindo um desenvolvimento sustentado, para e com as pessoas. De referir que o fumeiro é um negócio em ascensão que leva a reboque o turismo e o desenvolvimento rural.

Este certame tem agregado, um programa diversificado que integra também a componente lúdica e cultural e de que se destacam os cantares populares, os cantares ao desafio, o folclore, as tocatas de concertina, acordeão e cavaquinho. O leilão das orelheiras é outra das atividades previstas de grande atratividade, já que recria uma antiga tradição desta terra, outrora usual em várias freguesias do concelho, no Domingo gordo de Carnaval. De salientar ainda, a realização do VI concurso do Fumeiro de Basto (Salpicão e chouriça), organizado pela Delegação de Basto-Douro da Direção Regional de Agricultura e Pescas do Norte, que visa não só apurar o melhor produto apresentado no certame, como também, contribuir para aprofundar o estudo das características do fumeiro desta região de Basto.

Do programa propriamente dito, faz parte, no primeiro dia, uma atuação do Grupo de Gaitas de Foles – ‘A Gaita Borralheira’ e uma peça de teatro ‘Há fumeiro…e dinheiro’ a apresentar pelo Centro de Teatro da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, iniciativas que marcam o primeiro dia do certame.

No Sábado, dia 9 de fevereiro, os tocadores de concertinas da Casa da Música, do SDF de S. Nicolau e de Cabeceiras de Basto, assim como, a realização do VI Concurso do Fumeiro de Basto, a demonstração do Haka das Terras de Basto e a atuação do grupo de dança ‘Os caricas’ fazem parte do programa que termina com os cantadores ao desafio ‘Irene Pinto de Gaia, Lopes de Travassô, Carvalho de Cucana’.

No Domingo, dia 10 de fevereiro, além do tradicional leilão de orelheiras, está prevista animação musical com o grupo Folclórico de S. Nicolau e o Grupo de Concertinas ‘Os Irmãos Ferreira’.

O encerramento da 17ª edição da Festa da Orelheira e do Fumeiro está agendado para o dia 11 de fevereiro, Segunda-feira, pelas 12h00m.

De referir ainda, que todos os produtos a comercializar foram submetidos a um controle de qualidade e higiene e que os preços obedecem a uma regulação previamente acordada.

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