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Lançamento do livro «Toponímia Cabeceiras de Basto Arco de Baúlhe»

É um importante contributo para o aprofundamento do conhecimento da história local

23 de abril de 2021
Lançamento do livro «Toponímia Cabeceiras de Basto Arco de Baúlhe»
Foi lançado ontem à tarde, dia 22 de abril, na Casa do Tempo de Cabeceiras de Basto, o livro ‘Toponímia Cabeceiras de Basto Arco de Baúlhe’ da autoria do Cabeceirense José da Costa Oliveira, uma edição da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, produzida pela Chiado Books.
Nesta cerimónia de apresentação do livro marcaram presença, para além do presidente da Câmara Municipal e do autor da obra, a vereadora da Toponímia e da Cultura, os presidentes das Juntas de Freguesia de Refojos de Basto, Outeiro e Painzela e do Arco de Baúlhe, membros da Comissão Municipal de Toponímia, entre outros convidados, sendo esta uma sessão muito restrita, tendo em conta o cenário de pandemia que vivemos e as limitações impostas pelas autoridades de saúde.

Coube à vereadora da Toponímia e da Cultura, Carla Lousada, abrir a sessão, cumprimentando e dando as boas-vindas a todos os presentes.

Na oportunidade, o presidente da Câmara Municipal, Francisco Alves, considerou a edição deste livro como “um importante contributo para o aprofundamento do conhecimento da história local”, agradecendo ao autor “toda a pesquisa, recolha e escrita desta obra de uma forma completamente desprendida, pelo qual não cobrou qualquer valor monetário à Câmara Municipal” – autarquia custeou a produção e impressão de umas centenas de livros. Salientando que “José da Costa Oliveira escreve por gosto”, Francisco Alves manifestou a sua satisfação pela publicação agora lançada que desejou que “seja útil a todos os interessados pela história da nossa terra”.

O edil deixou, ainda, uma palavra de agradecimento aos membros da Comissão Municipal de Toponímia pela disponibilidade que têm demonstrado para, de uma forma graciosa, analisar, debater e aprovar as propostas de atribuição da toponímia do concelho que o Executivo Municipal tem deliberado. “Graças ao vosso trabalho dos últimos anos estamos quase a completar a atribuição de topónimos em todo o concelho”, sublinhou.

Nas sua intervenção, o autor José da Costa Oliveira falou do seu gosto pela escrita, do desafio que foi escrever esta obra, que a informação está documentada e que foi obtida através de testemunhos orais e de consulta das atas da Câmara Municipal e de diversas publicações, agradecendo às pessoas que colaboraram quer no fornecimento de informação quer na preparação da obra, desde a capa à organização do conteúdo.

José da Costa Oliveira referiu-se, em particular, a três topónimos para reforçar a importância da obra no sentido do aprofundamento do conhecimento histórico das referências a personalidades, lugares ou acontecimentos relevantes da vida dos cabeceirenses. E, nesse sentido, informou, por exemplo, que a feira semanal que antes se realizava na Praça da República foi transferida, por deliberação da Câmara Municipal, em 1925, para o Campo do Seco, onde se mantém até aos dias de hoje.

Informou também que a Praça da República se designava, antes da implantação da República, Praça Barjona de Freitas (Ministro responsável pela criação da Comarca de Cabeceiras de Basto, ainda no século XIX). E, por último, deu a conhecer também que o Dia do Município (feriado municipal), que se comemorava a 12 de novembro, por deliberação da Câmara em 1923 passou a comemorar-se a 29 de setembro, dia do padroeiro S. Miguel.

Não podendo estar presente nesta cerimónia de apresentação do livro, o presidente da Assembleia Municipal, Joaquim Barreto, fez questão de deixar a seguinte mensagem: “Impossibilitado que estou de assistir ao lançamento do livro do Dr. José da Costa Oliveira, devido aos compromissos parlamentares assumidos, não posso deixar de felicitar o autor, distinto membro desta Comissão de Toponímia, bem como a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto na pessoa do seu presidente, Francisco Alves, pela iniciativa.

Esta obra, ainda que simples, reveste-se no meu entender de grande importância e significado, já que perpetua no tempo a memória daqueles e daquelas que pela sua ação se distinguiram ao longo dos anos na comunidade a que pertencemos e por isso, foram credores de reconhecimento público. Permite igualmente, que os nossos descendentes conheçam os nomes das praças, estradas e caminhos da nossa terra e as motivações da atribuição dos seus topónimos. Não o podendo fazer pessoalmente, quero deixar uma palavra de apreço à Comissão de Toponímia pelo importante trabalho que tem desenvolvido e, hoje particularmente ao autor deste livro, meu amigo José da Costa Oliveira, por ter aceite o desafio (…)”.

José da Costa Oliveira é economista, natural de Cabeceiras de Basto. Teve uma infância difícil nos anos 40 a 60. Fez a quarta classe com distinção e desde muito criança foi pastor e trabalhou na agricultura. Foi para a vida militar, esteve em Timor e foi na tropa que avançou nos estudos concluindo o secundário. De regresso da tropa foi trabalhador estudante e concluiu a licenciatura em Economia aos 34 anos de idade. Não se considera escritor apesar de ter já 15 obras publicadas nos últimos 14 anos. O gosto pela escrita mais regular surgiu em 1998 quando começou a colaborar com o jornal Ecos de Basto.

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