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Ministra da Coesão Territorial inaugurou obra de requalificação do Campo do Seco

Obra teve como objetivo requalificar o espaço, valorizando-o e tornando-o num verdadeiro centro do concelho

26 de setembro de 2020
Ministra da Coesão Territorial inaugurou obra de requalificação do Campo do Seco
A Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, inaugurou ao final desta tarde, 26 de setembro, a grande obra de requalificação do Campo do Seco, empreitada que se desenvolveu ao longo dos últimos dois anos.
Acompanharam a governante neste ato, os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves e Joaquim Barreto, respetivamente, o Secretário de Estado Adjunto e do Desenvolvimento Regional, Carlos Miguel, o Vogal da Comissão Diretiva do Norte 2020, Humberto Cerqueira, e o antigo Vogal, Jorge Nunes.
Participaram também nesta cerimónia simbólica, vereadores, presidentes de Juntas de Freguesia, membros da Assembleia Municipal e técnicos da Câmara Municipal. Associou-se, ainda, à cerimónia o vice-presidente da Câmara Municipal de Mondim de Basto, Paulo Mota, entre outros convidados e público em geral.

A intervenção no Campo do Seco, uma praça com 2 hectares no centro da vila de Cabeceiras de Basto, teve como objetivo requalificar o espaço, valorizando-o e tornando-o num verdadeiro centro comercial do concelho. O valor global da candidatura de 2,9 milhões de euros foi financiada pelo Programa NORTE 2020, através do Fundo FEDER, em 1 milhão e 516 mil recorrendo, ainda, a autarquia a um empréstimo bancário – Linha BEI de 653 mil euros.

O Campo do Seco é o maior espaço público da vila. É o recinto onde, há mais de dois séculos, se realiza o maior evento festivo do concelho, a Feira e Festa de S. Miguel mas, também, a feira semanal. O Campo do Seco precisava de uma intervenção que melhorasse as condições de acessibilidade e circulação de pessoas e veículos, fomentando a sua dinâmica comercial mas também tornando-a mais bela e confortável como zona de estar.

Com a criação da ARU de Cabeceiras de Basto, a requalificação do Campo do Seco foi sinalizada como ação prioritária e foi no âmbito do Plano de Ação da Regeneração Urbana – PARU que Cabeceiras de Basto viu aprovada a candidatura para esta extraordinária obra.

Inicialmente, a intervenção contemplava apenas o Campo do Seco. Mais tarde, foi possível candidatar a requalificação da Rua da Fonte de S. João, arruamento de ligação desta praça à zona nascente da vila, obra que complementa a grande intervenção inaugurada hoje e que se iniciará muito brevemente.

O Campo do Seco tem agora mais 61 árvores do que tinha antes da intervenção, 209 lugares de estacionamento, um posto para carregamento de duas viaturas elétricas, instalações sanitárias públicas e armazém para apoio à feira, infraestruturas para a feira semanal, novos espaços ajardinados, renovadas infraestruturas subterrâneas, passeios mais largos, dois ecopontos e diverso mobiliário urbano, faixas de rodagem estreitadas como medida de acalmia de tráfego e monumento ao agricultor valorizado.

No uso da palavra, a Ministra da Coesão Territorial deu os parabéns à Câmara Municipal pela execução da obra de requalificação do Campo do Seco, “centro nevrálgico de Cabeceiras de Basto” que se apresenta agora “mais moderno e mais urbano”. E afirmou: “é disto que se trata quando falamos em reabilitação dos centros históricos – trazer nova vida para estas zonas”. Ana Abrunhosa desejou que esta requalificação traga mais comércio, mais economia e novos residentes”, mas também “melhores condições para a realização da feira semanal e da Feira e Festas de S. Miguel”.

Mencionando a importância e as mais-valias dos Fundos Europeus, a Ministra da Coesão Territorial considerou que “os fundos europeus não fazem tudo sozinhos. Sem autarcas que ponham a máquina em movimento, nenhum destes projetos sairia do papel”, notou a ministra, avançando: “precisamos de autarcas assim, que nunca fiquem satisfeitos”.

Ao criar o Ministério da Coesão Territorial, “o Governo quis dar um sinal ao país de que o vê como um todo e que todo o território conta. Para termos um país desenvolvido, ele nunca será desenvolvido se não olharmos com especial cuidado para o nosso interior”, garantiu Ana Abrunhosa.

A Ministra da Coesão Territorial terminou a sua intervenção lembrando Hermígio Romarigues – guerreiro-monje personificado na estátua ‘O Basto’ – e a sua lendária frase: “Até ali, por S. Miguel, até ali, basto eu!” para confirmar que “bastou na altura mas hoje são precisos todos”.

Na oportunidade, o presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Francisco Alves, depois de fazer uma retrospetiva histórica sobre a evolução do espaço do Campo do Seco, manifestou à ministra da Coesão Territorial duas preocupações com que o poder local se debate atualmente.

“O poder local, e falo muito especialmente dos concelhos do interior como o nosso, sente extraordinárias dificuldades com as regras da contratação pública”, disse Francisco Alves, referindo que “é muito difícil aos empresários locais, que tiveram a coragem de aqui ficar, investir e criar postos de trabalho, compreenderem que estão tapados e que a Câmara Municipal não pode comprar-lhes um vidro ou um saco de cimento”. E acrescentou: “o limite de 20 mil euros de adjudicações a um fornecedor, durante três anos, é uma aberração que importa corrigir rapidamente”. A regra do equilíbrio financeiro foi outra das preocupações manifestadas pelo edil.

O autarca sublinhou ainda que irá ser apresentada nos próximos dias a candidatura para a remoção de fibrocimento da cobertura de quatro escolas. “E, num futuro próximo, precisamos de garantir financiamento para a criação de uma zona industrial e a ampliação de outra, a construção de um canil/gatil e a construção do Arquivo Municipal”, avançou o presidente da Câmara Municipal.

Na hora dos agradecimentos e depois de reconhecer o trabalho de todos aqueles que tornaram possível esta obra, o autarca deixou “um agradecimento muito sentido aos moradores, aos comerciantes e todos os demais utentes deste espaço multifuncional, pela magnífica compreensão que tiveram durante estes 19 meses de obra. Sei bem que não foi fácil, mas fica na minha história pessoal e na história da Câmara Municipal a forma como todos, sofrendo com o pó, a lama, o barulho, os taipais e todos os demais incómodos, compreenderam e apoiaram a Câmara”. E, por fim, deixou um apelo a todos: “estimemos e façamos estimar este magnífico espaço”.

Na sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal, caracterizou a beneficiação do Campo do Seco como um “projeto simples, arejado mas sem perder a identidade”, uma “intervenção cuidada e ambiciosa” que “vai ao encontro das exigências contemporâneas, procurando dar-lhe mais urbanidade e procurando torná-la mais humanizada”. E continuou: “quando se fala de coesão territorial estamos a falar deste tipo de intervenções que embelezam as terras, tornando-as cada vez mais atrativas e associadas às potencialidades endógenas e a outras valências, serviços e competências, valorizando a interioridade e tornando-a cada vez mais uma opção de residência”.

Joaquim Barreto deixou uma saudação especial à Banda Cabeceirense pelos seus 200 anos, elogiando a oferta à população deste concerto inaugural do Campo do Seco que abrilhantou a cerimónia. A finalizar o seu discurso, o presidente da Assembleia Municipal destacou: “juntos seremos sempre muito mais fortes na defesa e na valorização dos territórios do interior de Portugal”.

O evento, que decorreu ao ar livre no Campo do Seco, cumprindo todas as normas da Direção Geral da Saúde, contou com um extraordinário concerto inaugural pela bicentenária Banda Cabeceirense.

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