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Residência Artística: exposição coletiva inaugurada na Casa do Tempo

Iniciativa enquadrada no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’

6 de maio de 2019
Residência Artística: exposição coletiva inaugurada na Casa do Tempo
A obra coletiva executada durante a Residência Artística em Cabeceiras de Basto, que a Câmara Municipal promoveu, foi apresentada ao público no passado sábado, dia 4 de maio, dando a conhecer os “vestígios, memória, arquivo, tempo e fragmentos” do Mosteiro e seu espaço envolvente, sob diferentes olhares.
Olhares dos artistas portugueses Angelina Nogueira e Susana Aleixo Lopes, da alemã Desirée Desmarattes, dos italianos Nicollò Rossi e Serena Barbieri e, ainda, do inglês Vijay Patel que integraram esta iniciativa e contribuíram, com as suas investigações pessoais, para o enriquecimento e valorização de Cabeceiras de Basto, em geral, e do Mosteiro de S. Miguel de Refojos, em particular.

Trabalhos diferentes entre si, que apelam à emoção e à lembrança dos Cabeceirenses que visitarem esta exposição. Desde a madeira queimada que traz à memória o grande incêndio que o Mosteiro sofreu em 1951, ao totem ‘Ascensão’ (neste caso coluna) que pode ser encarado como o símbolo de uma coletividade, passando pela figuração do pão, pelos vitrais da Igreja, pela representação do espaço/objetos do antigo refeitório dos monges e da antiga livraria e ainda pelo espaço exterior junto à Ribeira de Penoutas, todos estes trabalhos refletem as vivências e as marcas deixadas pelos monges beneditinos em Cabeceiras de Basto, período que marcou indubitavelmente a História deste povo.

Sob a coordenação da artista plástica e curadora Rebecca Moradalizadeh, a exposição final desta Residência Artística foi pensada como um “Gabinete de Curiosidades” onde foram trabalhados não só o património material/edificado como também o imaterial, designadamente as pessoas, desde logo as relações humanas e as emoções.

Madeira, gesso, acrílico, vidro, latão, barro, cimento, plástico, papel, tinta, carvão, linho, lã, entre outros, foram os materiais utilizados pelos artistas para a concretização desta obra final da Residência Artística internacional que culminou na apresentação de seis instalações distintas, tendo como denominador central o Mosteiro de S. Miguel de Refojos. Ao longo de seis dias, os seis artistas trabalharam na Casa da Urtigueira em Cabeceiras de Basto que foi transformada em casa-atelier entre os dias 29 de abril e 4 de maio.

“O Mosteiro de S. Miguel de Refojos é por si só um espaço repleto de possibilidades. Contém em si uma vasta panóplia de conceitos de trabalho, do ponto de vista artístico, desde a sua História (tempo, memória, arquivo) à sua espacialidade (visual, sensorial), ornamentada de simbologias racionais e poéticas” lê-se no guia da exposição que estará patente ao público até ao dia 17 de maio, na Casa do Tempo.

Enquadrada no programa cultural ‘Mosteiro de Emoções’, financiado por fundos comunitários, através do Norte2020, a Residência Artística culminou, assim, com a apresentação da exposição coletiva que foi inaugurada, no dia 4 de maio, pela vereadora da Cultura, Dra. Carla Lousada.

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