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Fernanda Carneiro apresenta «Minha terra, nossa gente»

Coletânea de crónicas escritas de forma simples e direta recriando tempos antigos

15 de abril de 2013
Fernanda Carneiro apresenta «Minha terra, nossa gente»
Foi apresentado no dia 13 de abril, no Auditório Municipal Ilídio dos Santos, o livro ‘Minha terra, nossa gente’ da autora cabeceirense Maria Fernanda Carneiro. O momento que foi abrilhantado pela atuação do Grupo dos Cavaquinhos da Raposeira contou com a a presença do presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng.º Joaquim Barreto, do Presidente da Assembleia Municipal, Dr. China Pereira, do Presidente da Junta de Freguesia de Refojos, Francisco Alves, dos vereadores, Dr. Domingos Machado, Francisco Pereira e Margarida Coutinho, demais autarcas do Município e das freguesias, familiares, amigos da autora, entre outros convidados.
O livro, que tem a chancela da editora Labirinto, é uma coletânea de crónicas, escritas de forma simples e direta, estilo que caracteriza a autora e que levam o leitor a viver e/ou recordar tempos idos em Cabeceiras de Basto.

Recriando os tempos antigos em palavras, a autora faz uma análise pormenorizada das romarias, da evolução do concelho, das vivências das gentes de Basto, das pessoas, dando corpo a textos que uma vez publicados em livro, se revelam um importante contributo para conhecer melhor a história local, apelando para a memória coletiva e deixando o seu testemunho para as gerações vindouras, frisou na oportunidade Domingos Machado, vereador da Cultura a quem coube abrir esta sessão.

Considerada como um exemplo de força e determinação pelo Presidente da Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto - a quem coube apresentar a obra e a autora - Joaquim Barreto, destacou o papel de Fernanda Carneiro, na promoção da cultura.

Manifestando “apreço e gratidão” pelo trabalho de Maria Fernanda Carneiro, o autarca destacou ainda o esforço que tem sido feito na valorização dos espaços culturais, como é o caso do Auditório Municipal, que permite realizar estes importantes momentos culturais.

Se ‘recordar é viver’ esta é provavelmente a expressão que melhor se aplica à iniciatia de Fernanda Carneiro e aos livros que publica, realçou Joaquim Barreto que considera que a autora dá à estampa fragmentos de vida, registos do quotidiano, tradições, pessoas e lugares, cuja existência, maioritariamente, se cruzam com a sua própria existência.

‘Memoralista’, Fernanda Carneiro, mergulha no ‘baú de recordações’ e revela episódios pitorescos, abordando pessoas singulares ou coletivas, romarias, usos e costumes. Aborda também, autores como Camilo Castelo Branco e a sua ligação a Cabeceiras de Basto, acontecimentos históricos ocorridos no concelho como são exemplo as incursões monárquicas e os seus intervenientes, recordações do Colégio S. Miguel de Refojos e da centenária Banda Cabeceirense, relatos de viagens efetuadas, ou ainda, as festas tradicionais como o S. Pedro da Raposeira, a Erguida do Pau da Bandeira ou a Senhora dos Remédios, no Arco de Baúlhe.

‘Envoltos de alegria, saudosismo e nostalgia, a autora partilha assim, nos seus escritos, experiências de vida, pequenas realidades, abrindo portas ao mundo e permitindo a quem os lê, viajar pela terra e pelas gentes que, na sua maioria, vivem num território que também é o seu, fixando através das palavras personagens e lugares, testemunhos relevantes para as gerações vindouras’ lê-se no prefácio do livro.

De forma emotiva, a autora partilha igualmente com o leitor, momentos pessoais, de alegria, mas também de sofrimento, utilizando laços psicológicos que nos tocam e nos impelem à leitura das obras que publica.

O Edil Cabeceirense, considera que Fernanda Carneiro é sobretudo uma cronista que de forma simples, recorda com saudade os que partiram, mas também, enaltece aqueles que pelo seu trabalho, exemplo e tenacidade, diária e orgulhosamente, ajudam a construir uma sociedade de gente digna.

O autor do prefácio, realçou ainda o facto da autora escrever com a ‘alma na boca’ sobre esta terra [Cabeceiras de Basto] e a sua gente, o que é naturalmente e sempre um motivo de orgulho.

A terminar, o autarca lembrou o marido da autora – Prof. Manuel Carneiro falecido em 2012 – um homem das letras e da cultura, a quem o executivo municipal decidiu homenagear, na sua última reunião realizada no dia 11 de abril, atribuindo o seu nome à biblioteca da Casa Municipal da Cultura.

Após um emotivo momento partilhado pelo filho da autora Prof. Manuel Carneiro, Fernanda Carneiro, no uso da palavra, mostrou-se muito satisfeita com a publicação de mais uma obra , agradecendo a todos quantos apoiaram esta sua iniciativa que pela quarta vez se repete e que resulta do vicio pela escria e pela leitura e sobretudo pelo amor a esta terra e às suas gentes que a impulsionam a colocar no papel as suas memórias e as memórias de outros, registando vivências de pessoas, cujo labor, aventuras e peripécias fazem parte da história local e se cruzam com a própria vida da autora.

A terminar esta sessão, o Presidente da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, Dr. China Pereira, felicitou Fernanda Carneiro pela sua ousadia em escrever e todos quantos nesta tarde se associaram a este momento cultural, de comunicação e de partilha entre a autora e os seus leitores.

O autarca mostrou-se orgulhoso e considerou que com a edição de mais um livro, Cabeceiras de Basto, fica mais rica, já que é mais um importante testemunho para a história local.
Terminou agradecendo à Câmara Municipal e ao pelouro da Cultura todo o trabalho - de abertura, apoio e empenho - que tem sido desenvolvido e desmonstrado na promoção deste tipo de iniciativas que se revelam de grande interesse cultural para o concelho.


Biografia:
Maria Fernanda Carneiro nasceu em Refojos em 1952. Casou em 1969, com 17 anos, e teve três filhos.
Foi comerciante e artesã, tendo completado o 12.º ano através do ensino nocturno na Escola Secundária de Fafe. De 1986 a 2005 foi formadora em part-time da Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), dando formação em várias freguesias do concelho de Cabeceiras de Basto e de Amares, na área do artesanato.
Depois de tirar o Curso de Formação de Formadores da Escola Profissional de Mazagão, Maria Fernanda Carneiro tirou, em 1993, o Curso de Aperfeiçoamento de Imprensa Escrita através do CENJOR - Formação de Jornalistas de Lisboa, renovando-o em 2003.
Desde 1992 é funcionária da Associação Dinamizadora dos Interesses de Basto, entidade a que pertence o Jornal Ecos de Basto, onde trabalha.

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