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Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe

Antiga estação ferroviária da Linha do Tâmega

Arco de Baúlhe
O Núcleo Ferroviário encontra-se instalado na antiga estação ferroviária de Arco de Baúlhe, término da Linha do Tâmega.

Para mais informação consulte o blog museuterrasbasto.wordpress.com



A linha do Tâmega

A linha do Tâmega é de via estreita (1000 mm), tem à volta de 52 km, demorou cerca de quarenta anos a ser construída (1908-1949) e foi criada com a intenção de servir a populosa região de Basto. Inicia-se na estação da Livração, localizada na Linha do Douro, e termina na estação de Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto).

A linha do Tâmega começou a ser construída em Março de 1908. Em 1909, inaugura-se a ligação entre a Livração e a estação de Amarante; em 1926, a ligação entre Amarante e o apeadeiro de Chapa; em 1932, a ligação entre Chapa e Celorico de Basto e, a 15 de Janeiro de 1949, a ligação entre Celorico de Basto e Arco de Baúlhe.

A 1 de Janeiro de 1990 a linha do Tâmega foi extinta, ficando apenas em funcionamento o troço entre a Livração e Amarante, num percurso de cerca de 13 Km, o qual encerrou, para obras, a 25 de Março de 2009.

 

A estação ferroviária de Arco de Baúlhe

A 15 de Janeiro de 1949 foi inaugurada com solenidade a estação de Arco de Baúlhe, tendo abrilhantado a sessão as bandas de música de Golães (Fafe), Cabeceiras e Celorico de Basto, enquanto no ar «rebentavam girândolas de foguetes». O comboio inaugural era puxado pela locomotiva a vapor E 207, devidamente engalanada com «bandeiras e arbustos» e tripulada «pelos maquinista e fogueiro mais antigos naquela linha, respectivamente Albano Teixeira de Freitas e Fernando Pinto Baldaia» (O Comércio do Porto, 16 de Janeiro de 1949).

O comboio trouxe a Cabeceiras de Basto uma mais fácil circulação de pessoas e produtos.
Contudo, a linha entre Amarante e Arco de Baúlhe seria encerrada em 1990.
 


Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe

Em 1990 deu-se o encerramento da linha entre Amarante e Arco de Baúlhe, sendo que à data já se encontrava instalada em espaços da estação ferroviária de Arco de Baúlhe uma Secção Museológica Ferroviária. Na sequência do interesse mostrado pela Autarquia em manter a Secção Museológica activa, foi assinado, a 08 de Janeiro de 2000, com a Rede Ferroviária Nacional – REFER, E.P., um protocolo que transferia para a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto a gestão e dinamização da Secção Museológica.

Com a abertura do Museu das Terras de Basto, a Sessão Museológica passou a construir o Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe.

Na sequência da criação da Fundação Museu Nacional Ferroviário Armando Ginestal Machado em 2005 (instituição herdeira e continuadora das acções que, na área da museologia ferroviária e da gestão do património ferroviário, a REFER e a CP haviam desenvolvido), a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto assinou com esta, em 14 de Abril de 2007, um protocolo de gestão partilhada do Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe, que ainda hoje vigora.

 

Espaços museológicos

O complexo da estação de Arco de Baúlhe é constituído: pelo edifício da estação propriamente dito, revestido com painéis azulejares executados, em 1940, por A. Lopes na Fábrica de Cerâmica Sant’Anna (Lisboa); pelo edifício destinado ao pessoal – a «casa dos maquinistas»; por um cais de carga e descarga de mercadorias com o respectivo armazém de despachos (espaço onde estão patentes exposições temporárias); por duas cocheiras; por uma plataforma giratória, usada para proceder à inversão de marcha da locomotiva; por um depósito de carvão e um imponente depósito de água, bem como por uma «grua de abastecimento de locomotivas».
Envolvendo estes edifícios um cuidado jardim, que foi merecendo, ao longo dos anos diversos prémios e menções honrosas.

 

As colecções

Nos diferentes espaços expositivos encontra-se exposto material associado à vida da estação e necessário ao trabalho dos seus operários, ao transporte de pessoas e de mercadorias.

Do espólio exposto destacamos as subsequentes peças.

Locomotiva MD 407 / N.º 8916 (1908)
Construída em 1908, na empresa «Henschel & Sohn» (Kassel, Alemanha).
Trata-se de uma locomotiva a vapor, encomendada pelos Caminhos de Ferro do Estado: Direcção do Minho e Douro.
Existiram várias destas locomotivas em Portugal.
Própria para via estreita. Bitola métrica.

Automotora a gasolina ME 5 (1948)
Construída em 1948, nas oficinas gerais da CP, em Santa Apolónia, Lisboa.
Possui motor Chevrolet, a gasolina.
Tem onze lugares de 1.ª classe, 16 de 2.ª classe e 10 lugares a pé.
Própria para via estreita. Bitola métrica.

Carruagem CEfv 79 (1876)
Construída em 1876, na empresa «Bristol Works», no Reino Unido. Foi adquirida pela Companhia dos Caminhos de Ferro do Porto à Póvoa de Varzim e Famalicão servindo nesta linha.
Em 1890, foi intervencionada nas oficinas da Boavista, no Porto, passando da bitola de 90 cm para a bitola métrica.
Destinava-se aos viajantes que seguiam em 3.ª classe, sendo de notar a existência dos suportes para colocar as velas com que se alumiava a carruagem.
Própria para via estreita.

Carruagem-salão SEfv 4001 (MD 1) (1905)
Construída em 1905, na empresa «Ateliers Germain», em Monceau sur Sambre, na Bélgica.
Esta carruagem-salão própria para transporte de passageiros ilustres foi adquirida pelos Caminhos de Ferro do Estado: Direcção do Minho e Douro.
Usada pela primeira vez na Linha do Corgo.
Própria para via estreita. Bitola métrica.
Foi usada pela Rainha D. Amélia de Orleães, em Junho de 1907, na sua visita às Termas de Pedras Salgadas.

Carruagem-salão SEyf 201 / N.º 1801 (CN 2) (1906)
Construída em 1906, na empresa Carl Weyer & C.ª, em Dusseldorf, na Alemanha.
Trata-se de uma carruagem-salão usada no transporte de passageiros ilustres. Foi adquirida pelos Caminhos de Ferro do Estado tendo sido utilizada pela primeira vez na Linha do Corgo.
Própria para via estreita. Bitola métrica.
Foi usada pelo Rei D. Carlos, em Junho de 1907, na sua visita às Termas de Pedras Salgadas.

Carruagem CEyf 453 (1908)
Construída em 1908, na empresa «La Métallurgique, Nivelles», na Bélgica.
Foi adquirida pela empresa «Compagnie Française pour la Construction et Exploitation des Chemins de Fer à l’Étranger», para ser utilizada na Linha do Vouga, cuja actividade se iniciou em 1908.
Em 1947 foi numerada como CP C2.
Destinava-se aos viajantes que seguiam em 3.ª classe.
Própria para via estreita. Bitola métrica.

Furgão DEfv 506 (1908)
Construída em 1908, na empresa «Dyle & Bacalan», em Lovaina, na Bélgica.
Veículo para transporte de correio e despachos, que seguia acoplado a comboios de passageiros. Supõe-se que terá sido adquirido pela Companhia dos Caminhos de Ferro de Guimarães.
Próprio para via estreita. Bitola métrica.
Vagão GA 1820013-9 (1906)
Construído em 1906, na empresa Société Anonyme Compagnie Centrale de Construction, em Haine St. Pierre, na Bélgica.
Vagão fechado usado para transporte de mercadorias.
Foi adquirido pelos Caminhos de Ferro do Estado: Direcção do Minho e Douro, para efectuar serviços na Linha do Corgo.
Próprio para via estreita. Bitola métrica.

Vagão EAKLMO 5937023 (1909/11)
Construído entre 1909 e 1911, nas Oficinas Sul-Sueste, no Barreiro. Foi adquirido pelos Caminhos de Ferro do Estado: Direcção do Minho e Douro.
Vagão de caixa aberta utilizado no transporte de mercadorias, na Linha do Tâmega.
Próprio para via estreita. Bitola métrica.

Cisterna UHK 7012002 (1926)
Construída em 1926, na empresa Van der Zypen & Charlier, na Alemanha.
Vagão-cisterna, com a capacidade de 10000 litros, adquirido pelos Caminhos de Ferro do Estado: Direcção do Minho e Douro e utilizado na Linha do Tâmega
Próprio para via estreita. Bitola métrica.

 


Exposições temporárias

Periodicamente são organizadas exposições temporárias cuja temática é invariavelmente o universo ferroviário.
As exposições podem ser concebidas em torno de peças que se encontram em reserva, ou então mostrar colecções pertencentes a outras instituições ou particulares que as cedem para que possam ser apreciadas por um público abrangente.

Estas estão patentes no antigo armazém do despacho e dispõem, sempre que possível, de um espaço dedicado aos mais pequenos a que chamamos O Cantinho da Pequenada, onde disponibilizamos materiais educativos.
 


Serviço educativo

O Serviço Educativo é o departamento que mais directamente interage com os visitantes, procurando ir ao encontro dos seus interesses e expectativas.
Por isso, anualmente, oferecemos um programa educativo onde procuramos incluir modalidades de visita e actividades que satisfaçam miúdos e graúdos.
As marcações devem ser feitas com um mínimo de três dias de antecedência, devendo ser formalizadas por correio, fax ou e-mail, independentemente de ter ocorrido um contacto telefónico prévio. Do documento de formalização devem constar as seguintes informações: modalidade de visita ou actividade; ano de ensino, número de alunos, professores e auxiliares; existência de alunos com necessidades especiais; dia e hora da visita.
 


Centro de Documentação

No Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe localiza-se o Centro de Documentação do Museu, onde se podem consultar livros, fotografias e periódicos relacionados com a história e a vida do concelho de Cabeceiras de Basto.
 


Contactos

Rua da Estação
4860-068, Arco de Baúlhe
Telefone: 253 666 350
Fax: 253 666 351
E-Mail: nucleoferroviarioab@cabeceirasdebasto.pt
Blogue: museuterrasbasto.wordpress.com

 

Horário

Terça-feira a Domingo: 9h00-12h30 e das 14h00-17h30
Encerra Segunda-feira, dia 1 de Janeiro e 25 de Dezembro

Ingresso: Gratuito

Acessibilidades
O Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe é servido pelas estradas nacionais 205 (Esposende/Braga/Arco de Baúlhe), 206 (Bragança/Vila Pouca de Aguiar/Arco de Baúlhe/Fafe/Guimarães) e 210 (Castelo de Paiva/Amarante/Arco de Baúlhe), bem como pela A7 (Vila do Conde/Vila Pouca).
O visitante pode deslocar-se ao Núcleo Ferroviário utilizando os seguintes serviços de camionagem: TRANSDEV – Arco de Baúlhe/Braga (via Cabeceiras de Basto e Póvoa de Lanhoso), Porto/Ribeira de Pena – Expresso (via Cabeceiras de Basto, Fafe e Guimarães), Cabeceiras de Basto/Ribeira de Pena (via Formoselos) ou MONDINENSE – Cabeceiras de Basto/Amarante, Cabeceiras de Basto/Porto (via Fafe e Guimarães).
Espaço em grande parte acessível a pessoas portadoras de deficiência.
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