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Casa do Pão e Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem atraem visitantes

Dar a conhecer a cabeceirenses e turistas a riqueza e as mais-valias da floresta e a sua preservação

2013-09-02
Casa do Pão e Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem
Os presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Cabeceiras de Basto, Eng. Joaquim Barreto e Dr. China Pereira, inauguraram hoje, dia 31 de agosto, dois equipamentos municipais que têm como objetivo valorizar e promover a identidade e as potencialidades do concelho cabeceirense.
Estamos a falar da Casa do Pão e do Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem, dois investimentos feitos em plena serra, concretamente na zona de Moinhos de Rei, que pretendem fomentar a presença humana nesta área de montanha, dando a conhecer aos cabeceirenses e turistas a riqueza e as mais-valias da floresta e, ao mesmo tempo, preservando e perpetuando os usos e costumes desta Terra de Basto, sensibilizando, ainda, a população para a defesa da floresta e do meio ambiente.

Os presidentes das Juntas de Freguesia de Abadim e Refojos, entre outros autarcas, convidados e população em geral, associaram-se, esta manhã, aos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal na inauguração da Casa do Pão e do Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem.

Na sua intervenção, o presidente da Câmara Municipal expressou o “amor à nossa terra” e falou do trabalho desenvolvido, ao longo dos últimos 20 anos, em todas as freguesias em prol do desenvolvimento e do bem-estar dos cabeceirenses, afirmando que “o pior que nos pode acontecer nesta vida é esquecermos a nossa identidade e as nossas origens”.

E precisamente para manter viva essa identidade, a Casa do Pão está, a partir de hoje, aberta ao público dando a conhecer aos visitantes o ciclo do pão, através de um espaço expositivo em que se encontram em destaque as alfaias agrícolas e os utensílios usados na produção dos cereais – milho e centeio – e na confeção do pão.

Estes dois equipamentos são o concretizar do compromisso eleitoral feito há cerca de quatro anos atrás. De acordo com as palavras de Joaquim Barreto, “nós estamos a cumprir aquilo que prometemos. Estamos a cumprir a nossa palavra”, disse, lamentando a atitude de alguns governantes que não são fiéis aos seus compromissos.

Através da Casa da Pão, “estamos a valorizar e a afirmar o nosso passado, transmitindo-o de geração em geração” porque “queremos que haja uma continuidade”, realçou Joaquim Barreto.
De salientar que as alfaias em exposição na Casa do Pão foram cedidas pelas gentes do lugar de Travassô, freguesia de Abadim.

O Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem é, como o próprio nome indica, um local onde o visitante pode ficar a conhecer a biodiversidade do concelho de Cabeceirense, designadamente a fauna (animais) e a flora (plantas) existente neste território.

Na oportunidade, Joaquim Barreto, lamentou os gastos do governo em ações de combate dos fogos florestais, apontando como solução para este flagelo a sensibilização da população para a riqueza da floresta e dos seus usos múltiplos. E garantiu: “é com a presença humana na serra que se previnem os incêndios”, dando como o exemplo este tipo de investimentos nas áreas de montanha – Casa do Pão e do Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem – que atraem as pessoas à serra e as despertam para a defesa do meio ambiente, funcionando como autênticos mecanismos de prevenção de fogos florestais.

O autarca destacou, ainda, que a Casa do Pão e o Núcleo Interpretativo de Vida Selvagem são uma homenagem aos agricultores, à gente da serra e a todos aqueles que trabalharam, durante anos e anos, na floresta, preservando-a e valorizando-a.

A terminar, o presidente da Câmara Municipal agradeceu a todos aqueles que se envolveram neste projeto, enaltecendo a colaboração da Junta de Abadim e das associações da freguesia no projeto de desenvolvimento concelhio levado a efeito pela Câmara Municipal. E finalizou: “nunca nos esquecemos da gente da serra”.

Coube ao presidente da Assembleia Municipal finalizar a sessão de inauguração destes dois equipamentos, felicitando a Câmara por ter cumprido com a sua palavra. E assegurou: “são estes atos que dignificam os políticos e a política”.

Cabeceiras de Basto “fica enriquecido com estes novos espaços de promoção da cultura” pois “um concelho sem história não tem futuro”. E rematou: “Estamos muito orgulhosos pelo desenvolvimento operado na nossa terra. Cabeceiras de Basto cresceu, progrediu e oferece hoje melhores condições de vida aos cidadãos”.

Refira-se que estes dois equipamentos estão localizados no Parque de Moinhos de Rei, um espaço que integra, ainda, a Casa Florestal e o Posto de Fomento Cinegético. No total, o investimento ascendeu a 80 mil euros.

Depois das singelas inaugurações foi realizada a tradicional malhada do centeio, com degustação de produtos locais.

A jornada, que teve início com uma visita aos novos equipamentos destinados à prática de desportos radicais, instalados na zona de Moinhos de Rei, culminou com o Encontro de Ultraleves promovido pela Câmara Municipal com o apoio do Aeroclube do Norte sedeado na Póvoa de Varzim.

Dezenas de pessoas deslocaram-se à Pista para Aeronaves de Cabeceiras de Basto, localizada na serra em Abadim, nas proximidades de Moinhos de Rei, para fazerem o seu batismo de voo, ou para, simplesmente apreciar as aeronaves.

De salientar, ainda, que doravante estão ao dispor da população, no Complexo Florestal da Veiga, em Bucos, vários equipamentos para desportos radicais como uma torre de escalada e slide, snagolf, campo de jogos, entre outros, que proporcionam aos aficionados a prática de diversas modalidades radicais, promovendo a ocupação salutar dos tempos livres da população sobretudo, das camadas mais jovens.
 


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